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Exército - Implantação do Polo de Ciência e Tecnologia avança no Rio de Janeiro

By Indústria de Defesa & Segurança . Updated on 01/06/2021 - Published in 05/18/2016

Resultado de um programa de reestruturação do setor de ciência e tecnologia da Força Terrestre, iniciado em 2005, a implantação do Polo de Ciência e Tecnologia do Exército em Guaratiba (PCTEG), no Rio de Janeiro (RJ), vem cumprindo etapas importantes para exercer melhor interlocução com a Base Industrial de Defesa. Uma das mais recentes foi a criação do Instituto de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear, que iniciou operações no final do ano passado.

O instituto é diretamente subordinado ao Centro Tecnológico do Exército, que vem sendo paulatinamente reestruturado desde o estabelecimento das diretrizes de implantação do programa, há três anos. Outro avanço relevante foi a criação da Agência de Gestão da Inovação Tecnológica (AGITEC), que tem entre suas promover a cultura inovadora por meio da prospecção tecnológica, gestão do conhecimento e na participação da concepção integrada de produtos de defesa e de serviços.

A montagem da estrutura está sob a coordenação do General João Edison Minnicelli, gerente executivo do PCTEG, que vem conduzindo sua missão em etapas. Essa foi a solução encontrada para garantir a execução do programa de forma contínua e alinhada com a realidade orçamentária do Governo Federal. Segundo o General Minnicelli, um dos próximos passos será a criação do Centro de Desenvolvimento Industrial (CDI), que exercerá as funções hoje desempenhadas pela Diretoria de Fabricação do Exército do Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT) do Exército.

O CDI terá como missão coordenar as atividades e relacionamentos com a Base Industrial de Defesa, a gestão de contratos para desenvolvimento de produtos de defesa e outros processos relacionados. Na prática, o órgão será a principal interface do Exército junto às indústrias brasileiras, que tende a ter menos dificuldades para entender as demandas da Força Terrestre.

“O CDI vem a ser a resposta para a superação dessas dificuldades e também permitirá que o Exército conheça melhor as empresas”, afirma o General Minnicelli, que não descarta a criação do órgão ainda este ano.

Novas instalações para o IME

A montagem da estrutura organizacional do PCTEG prevê ainda a implantação de uma base administrativa e de das novas instalações do Instituto Militar de Engenharia (IME) que serão construídas em Guaratiba. De acordo com o General Minnicelli, a transferência do IME é uma das etapas mais complexas do programa.

“As instalações atuais do IME, na Praia Vermelha, já não mais suficientes para o atendimento dos desafios tecnológicos do setor de Defesa. Ao mesmo tempo, nossa intenção não é simplesmente trazer a instituição para Guaratiba, mas integrá-la às atividades do PCTEG”, explica o General Minnicelli.

Incluídos os investimentos em desenvolvimento de projetos e em obras, o novo IME está orçado em R$ 870 milhões, com prazo de execução estimado em oito anos. As instalações deverão contar com moderna infraestrutura para os alunos, que inclui alojamentos e uma policlínica, além de laboratórios e uma área para incubação de empresas. Encontra-se em andamento processo seletivo para escolha do consórcio responsável pelos projetos.

O PCTEG foi concebido com base no conceito de tripla hélice, que abrange a gestão pública, o setor acadêmico e a produção e comercialização, por meio da Base Industrial de Defesa, representada pelas empresas parcerias. Um dos objetivos principais do programa é promover a nacionalização de tecnologias sensíveis, cujo acesso é negado por outros países por razões estratégicas. Para isso, é considerado fundamental o estímulo ao uso dual dos produtos de defesa, ou seja, o emprego dessas tecnologias no setor civil com o retorno comercial para as indústrias.

Na área de 26 quilômetros quadrados em Guaratiba escolhida para sediar o PCTEG já se encontram instalados o Centro Tecnológico do Exército (CTEx) e o Centro de Avaliações do Exército (CAEx), que já estão integrados ao programa.

Foram nas instalações do CTEx, inauguradas em 1979, que tiveram origem importantes projetos para o Exército Brasileiro, como os blindados Urutu e Cascavel na década de 1980 e, mais recentemente, o Radar Saber-M60, que consiste em um sensor de acompanhamento de alvos aéreos. O equipamento, desenvolvido em parceria com a Bradar, será utilizado durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, que terão início em agosto.

A concepção do PCTEG busca explorar as vantagens logísticas da região onde está instalado, entre elas a proximidade do Polo Industrial de Santa Cruz, do Porto de Itaguaí e do Arco Metropolitano. Além disso, também se localizam na região importantes instalações militares, como a Base Aérea de Santa Cruz e a base de submarinos da Marinha do Brasil, onde é conduzido o Prosub.

Com base em dados disponíveis pelo setor de defesa, o General Minnicelli afirma que o PCTEG pode representar um fator significativo de geração de riqueza. Supondo-se que o programa venha a contribuir entre 0,12% e 0,25% a mais na participação do setor de Defesa e Segurança no PIB – o que representaria algo em torno de R$ 250 milhões a R$ 500 milhões, respectivamente –, estima-se que o retorno do investimento seja de 8 a 16 anos.

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