ABIMDE
A Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE) realizou, em 12 de maio, sua Reunião Plenária em formato híbrido, com participação presencial no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos (SP). Realizado no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), o encontro reuniu autoridades militares, representantes do Ministério da Defesa, lideranças empresariais, pesquisadores e associadas, em uma agenda dedicada à interlocução entre a Força Aérea Brasileira, a indústria e o conhecimento científico.
A plenária teve especial importância pela presença do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, e de integrantes do Alto Comando da FAB. Também participaram o Secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Tenente-Brigadeiro do Ar R1 Heraldo Luiz Rodrigues; o Diretor-Geral do DCTA, Tenente-Brigadeiro do Ar Mauro Bellintani; o Reitor do ITA, Prof. Dr. Antonio Guilherme de Arruda Lorenzi, além de oficiais-generais, executivos e representantes de empresas associadas.
Na abertura, o Presidente do Conselho de Administração da ABIMDE, Luiz Carlos Paiva Teixeira, destacou a escolha do DCTA e do ITA como expressão da agenda conduzida pela entidade para aproximar a indústria, as Forças Armadas e os centros de excelência tecnológica. “A ABIMDE tem trabalhado para criar ambientes de diálogo objetivos, nos quais a indústria possa compreender com mais clareza as demandas do Estado brasileiro e apresentar suas capacidades. Estar no DCTA, com a presença do Comandante da Aeronáutica e de integrantes do Alto Comando da FAB, confere a esta plenária uma dimensão muito significativa para a Base Industrial de Defesa e Segurança”, afirmou.
O Diretor-Geral do DCTA, Tenente-Brigadeiro Bellintani, ressaltou a satisfação em receber a ABIMDE e suas associadas em um complexo ligado à formação de engenheiros, à pesquisa aplicada e à evolução aeroespacial do país. Em sua participação, ele lembrou que o Vale do Paraíba reúne academia, centros de pesquisa, organizações militares e empresas em uma configuração singular no Brasil, capaz de converter conhecimento em produtos, sistemas e capacidades disponíveis às Forças Armadas.
A apresentação principal foi conduzida pelo Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, que tratou da relação entre Estado, indústria e academia como um caminho para ampliar a autonomia tecnológica brasileira. Ao abordar a missão da FAB, citou os verbos defender, controlar e integrar como referências para compreender a atuação da Força Aérea no controle do espaço aéreo, na defesa aeroespacial e no apoio à integração nacional.
O Brigadeiro Damasceno também apresentou a governança de sistemas da FAB, composta por 49 sistemas, entre eles, um de governança institucional, cinco finalísticos e 43 de suporte. A exposição mostrou que praticamente toda essa estrutura demanda produtos, serviços e soluções da indústria, desde armamentos, aeronaves, radares e comunicações até transporte, saúde, manutenção e sistemas de apoio. Segundo o Comandante, a Força Aérea acompanha custos, efetivos, atividades e participação nacional em cada sistema, com o objetivo de ampliar a presença de empresas instaladas no Brasil em suas cadeias de fornecimento.
A apresentação abordou ainda as transformações recentes nos conflitos contemporâneos, com destaque para drones, mísseis de precisão, sistemas autônomos, o espaço, a cibernética e a inteligência artificial. Nesse contexto, foram mencionados programas e iniciativas como o KC-390, o Super Tucano, o Gripen, sistemas de monitoramento, projetos voltados à aviação remotamente pilotada e a ALADA, apresentada como instrumento de articulação entre o Estado, a iniciativa privada e o mercado espacial.
Nas considerações finais, Luiz Teixeira chamou a atenção para a necessidade de ampliar o acesso das empresas a instrumentos de financiamento, melhorar a previsibilidade orçamentária e construir contratos compatíveis com os ciclos industriais. O debate também tratou do orçamento de Defesa, com a indicação de que a discussão considere a receita corrente líquida, e não apenas o percentual do Produto Interno Bruto.
Ao encerrar a reunião, a ABIMDE agradeceu ao Comandante da Aeronáutica, ao DCTA, ao ITA, às autoridades presentes, às empresas associadas e aos participantes que acompanharam a agenda presencialmente e de forma remota. A entidade também anunciou a próxima plenária, prevista para junho, na AEL Sistemas, em Porto Alegre, e convidou o público a acompanhar o ABIMDE CAST, programa em áudio e vídeo dedicado a conversas sobre tecnologia, mercado, regulação e trajetória de empresas brasileiras de Defesa e Segurança.
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