ABIMDE
A Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE) participou, na segunda-feira (31), do Congresso Fiesp de Segurança Pública, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista. A entidade foi representada pelo presidente-executivo, Tenente-Brigadeiro do Ar José Augusto Crepaldi Affonso, e pelo assessor de Segurança Pública, Dr. Edval Novaes.
O encontro reuniu autoridades, especialistas e integrantes do setor produtivo para examinar o avanço do crime organizado e suas consequências para a sociedade e a atividade econômica. A programação abordou o controle territorial, a governança empresarial, o sistema prisional, a legislação e a proteção das cadeias produtivas diante da expansão de estruturas criminosas.
Entre os convidados estrangeiros estiveram Gustavo Villatoro, ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, e Giovanni Tartaglia Polcini, procurador, assessor do Ministério das Relações Exteriores da Itália e diretor adjunto do Programa EL PACCTO 2.0. As apresentações permitiram conhecer as medidas adotadas pelos dois países no enfrentamento a organizações com elevada capacidade financeira e domínio sobre determinadas regiões.
Villatoro relatou as mudanças promovidas pelo governo salvadorenho no âmbito jurídico e no combate às facções. Polcini tratou da experiência italiana contra as máfias e dos mecanismos de cooperação internacional empregados para alcançar redes que operam além das fronteiras nacionais.
Os debates também contaram com nomes brasileiros ligados à formulação de políticas e à repressão a grupos criminosos, entre eles o senador Sergio Moro, o deputado federal Guilherme Derrite, o deputado federal Alfredo Gaspar, o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, o presidente do Instituto Combustível Legal, Emerson Kapaz, e o ex-integrante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) Rodrigo Pimentel.
Da esquerda para a direita: Bruno Santos, TB Crepaldi, Francisco Freitas e Dr.Novaes
Na avaliação do Dr. Edval Novaes, a diversidade de perspectivas contribuiu para uma leitura abrangente das questões discutidas. “O congresso possibilitou analisar a política de segurança pública em âmbito nacional, conhecer experiências de outros países e examinar propostas concretas para o Brasil. Um dos maiores entraves está na legislação, como demonstrou o próprio caso de El Salvador, em que sucessivas alterações legais influenciaram diretamente a capacidade de resposta do Estado às organizações criminosas”, afirmou.
A relação entre criminalidade e economia ocupou parte significativa das discussões. Os participantes analisaram como fraudes, roubos, extorsões, comércio ilícito e infiltração em negócios formais elevam custos, afetam investimentos, interferem na circulação de mercadorias e impõem riscos adicionais às empresas e à população.
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