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Reestruturação e projetos estratégicos da FAB são destaques em fórum em São Paulo

Iniciativa da revista Asas reuniu militares, representantes da área da indústria de defesa e profissionais de comunicação
By FAB. Updated on 01/06/2021 - Published in 05/11/2017

“A Força Aérea Brasileira no Século XXI”. Esse foi o tema do primeiro fórum promovido pela revista Asas, veículo especializado em cultura e história da aviação. O evento realizado nesta terça-feira (09/05), em São Paulo, reuniu militares, representantes da área da indústria de defesa e profissionais de comunicação com o objetivo de mostrar os projetos da FAB para o futuro.

O editor da revista e coordenador do evento, Claudio Lucchesi Cavalca, explicou que a ideia foi promover uma discussão produtiva. “É preciso esclarecer a questão de todo esse processo de reestruturação do Comando da Aeronáutica. Um projeto extremamente importante e que no nosso entender é necessário que a sociedade tenha uma compreensão melhor do que está sendo feito”, afirmou. A escolha do tema foi baseada pela proposta da própria revista, por ser um veículo especializado em aviação. “A FAB é um componente fundamental do nosso material de trabalho, para nós foi quase uma coisa natural que o primeiro fórum – estando inclusive a FAB envolvida no processo de reestruturação – tivesse como tema a Força Aérea".

O primeiro painel foi apresentado pelo Diretor do Departamento de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Brigadeiro do Ar Paulo Roberto de Barros Chã. O oficial-general falou sobre os principais projetos que estão sendo desenvolvidos pela FAB: o cargueiro KC-390, o caça Gripen NG e o míssil A-Darter. “Esse projetos não são apenas de aquisição, eles representam desenvolvimento de tecnologias no Brasil e incentivo à economia do País”, destacou.

Durante a apresentação, o Brigadeiro Chã enfatizou as compensações comerciais motivadas com os projetos, a geração de empregos, a transferência de tecnologia e a parceria com outros países. “Ao longo da história, os projetos nascidos no meio militar apresentaram a possibilidade de aplicação dual, gerando benefícios para toda a sociedade”, destacou. O oficial-general acredita que a interação promovida pelo fórum foi produtiva. “Essa oportunidade é fundamental porque dá perspectiva à indústria de se preparar para suportar esses projetos. O FX-2, A-darter e KC-X são fundamentais, eles fazem parte da espinha dorsal da capacitação do Comando da Aeronáutica e para que seja suportada pela indústria de defesa temos que ter esses debates, essas interações para perspectivas a médio e até longo prazo”, disse.

Já a reestruturação administrativa e operacional da FAB foi esclarecida pelo Chefe da Sétima Subchefia do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER), Major-Brigadeiro do Ar Mauro Martins Machado. “Os recursos financeiros afetam diretamente o futuro. Nós tínhamos que tomar alguma atitude com relação ao cenário econômico atual e também projetar como seria a FAB ao completar cem anos. "A partir daí, nasceu a concepção estratégica Força Aérea 100 e com ela a reestruturação da instituição”, explicou.

A proposta é concentrar o foco na atividade-fim da FAB. “Estávamos investindo mais na atividade-meio. Agora está have
ndo uma mudança na estrutura para que as atividades intermediárias sejam mais enxutas e otimizadas e os recursos sejam investidos na principal missão que é a soberania e a integração de nosso território”, esclareceu.
 
O oficial-general abordou as principais alterações propostas com a concentração de serviços administrativos nos Grupamentos de Apoio, diminuição do ingresso de militares de carreira e o incremento de vagas para profissionais temporários, além de criação e extinção de unidades. “Nenhuma base aérea será fechada, algumas já estão funcionando como Ala (unidades táticas) e as demais servirão como apoio e terão o efetivo reduzido. Com os novos vetores e a evolução da aviação militar, não há mais necessidade da manutenção de esquadrões aéreos em certas regiões. O mundo evolui e nós temos que acompanhar”, afirmou.

 Para o Major-Brigadeiro Martins, o evento ajudou a esclarecer as dúvidas sobre o processo. “Durante a apresentação, nós vimos que a reestruturação era de pouco conhecimento das indústrias de defesa e eles são grandes parceiros. Eles têm que entender o motivo da FAB estar fazendo isso e quais benefícios a reestruturação trará para a indústria de defesa”, finalizou.

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