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Marinha inicia a fase de integração dos submarinos da Classe Riachuelo

By Ministério da Defesa . Updated on 01/06/2021 - Published in 02/21/2018

Uma cerimônia realizada nesta terça-feira (20), na cidade fluminense de Itaguaí - onde está localizado o complexo naval do PROSUB (Programa de Desenvolvimento de Submarinos) - marcou o início da fase de integração dos quatro submarinos convencionais da Classe Riachuelo previstos no projeto, considerado um dos maiores em termos de desenvolvimento tecnológico em andamento no País.

O evento contou com a presença do presidente da República, Michel Temer, que, em seu discurso, destacou a importância do PROSUB, não só para a proteção da imensa costa marítima brasileira, como também para a geração de emprego e do desenvolvimento tecnologia nacional. “A reconhecida excelência de nossa indústria naval nos dá a certeza do êxito dessa empreitada. Vamos avançando em passos firmes nesse projeto abrangente e audacioso”, disse. “O Prosub é peça-chave, não apenas em nossa política de Defesa, mas em nossa estratégia de desenvolvimento científico e tecnológico”, afirmou o presidente, que pediu à plateia uma salva de palmas em homenagem aos profissionais envolvidos na fabricação e montagem dos submarinos: “construídos pelas mãos de brasileiros e brasileiras que colocam o seu talento a serviço da nação”.

O evento contou com a presença do presidente da República, Michel Temer, que, em seu discurso, destacou a importância do PROSUBO evento contou com a presença do presidente da República, Michel Temer, que, em seu discurso, destacou a importância do PROSUB



A fase do PROSUB iniciada hoje envolve processos de elevada sofisticação tecnológica e é a última etapa antes do lançamento do submarino ao mar, previsto para o segundo semestre deste ano. 

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, ressaltou as dimensões brasileiras que, no futuro, contarão com a proteção desses submarinos: 7,4 mil quilômetros de costa, sendo a maior costa do Atlântico Sul. “É preciso lembrar que aproximadamente 90% de toda a nossa reserva de petróleo se encontra no mar brasileiro. Precisamos ter capacidade de defender, fiscalizar, e de dissuasão, e esse é um instrumento essencial para o Brasil, seu progresso e desenvolvimento, e para assegurar paz e soberania”, disse o ministro.

O comandante da Marinha, almirante Eduardo Leal Ferreira, lembrou que o programa conta com intensa participação de universidades e de centros de pesquisa, o que gera, entre outros benefícios, transferência de tecnologia para o país. O almirante destacou ainda que o PROSUB resultou na capacitação de profissionais e na geração de aproximadamente 16 mil empregos diretos e indiretos.    

“O Programa tem efeito multiplicador para setores da economia, com a formação de centenas de engenheiros e técnicos, além da colaboração de empresas nacionais, tecnologia de alto valor agregado e de profissionais capacitados que estimulam a Base Industrial de Defesa, contribuindo para o desenvolvimento social e econômico”, destacou o comandante da Marinha, lembrando que, por se tratar de um Programa de longa duração, o PROSUB precisa da segurança do aporte de recursos para não ter seu cronograma prejudicado. 

O PROSUB prevê, além da construção dos quatro submarinos convencionais, o projeto e a construção do primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear e a infraestrutura necessária à construção, operação e manutenção dos dois modelos. 

Saiba mais:
 

Com dimensões continentais de 8,5 mil quilômetros de costa, o Brasil tem o mar como uma forte referência em todo o seu desenvolvimento, sendo fonte de riquezas minerais, energia e alimentos. É nessa área marítima que os brasileiros desenvolvem as atividades pesqueiras, o comércio exterior e a exploração de recursos biológicos e minerais. O mar é o caminho de 95% de nossas exportações e importações e guarda cerca de 90% do petróleo nacional. A imensa riqueza das águas, do leito e do subsolo marinho nesse território justifica seu nome: Amazônia Azul.
 

A Amazônia Azul cobre uma área de 3,5 milhões de quilômetros quadrados. O Brasil pleiteia na Organização das Nações Unidas (ONU) a ampliação dessas fronteiras para os limites da Plataforma Continental, o que deve elevar a área marítima para cerca de 4,5 milhões de quilômetros quadrados – o equivalente à metade do território terrestre brasileiro.
 

Para proteger esse patrimônio natural e garantir a soberania brasileira no mar, a Marinha do Brasil investe na expansão da força naval e no desenvolvimento da indústria da defesa. Parte essencial desse investimento é o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB). A Estratégia Nacional de Defesa, lançada em 2008, estabeleceu que o Brasil tivesse "força naval de envergadura", incluindo submarinos com propulsão nuclear. Neste mesmo ano, foi firmado um acordo de transferência de tecnologia entre Brasil e França. O Programa viabiliza a produção de quatro submarinos convencionais e culminará na fabricação do primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear.
 

O PROSUB vem dotando a indústria brasileira da defesa com tecnologia de ponta, em especial a nuclear, ponto destacado na Estratégia Nacional de Defesa. A concretização do programa fortalece, ainda, setores da indústria nacional de importância estratégica para o desenvolvimento econômico do País. Priorizando a aquisição de componentes fabricados no Brasil para os submarinos, o PROSUB é um forte incentivo ao parque industrial nacional.
 

Além dos cinco submarinos, o PROSUB contempla a construção de infraestrutura industrial e de apoio à operação dos submarinos, que engloba os Estaleiros, a Base Naval e a Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM), no Município de Itaguaí.
 

No dia 14 de janeiro, as seções de vante (S4, S3 e 2B) já integradas, pesando 619 toneladas, com 39,86 metros de comprimento e 12,30 metros de altura foram transportadas por um veículo especial de 320 rodas, por um trajeto com cerca de cinco quilômetros, desde a UFEM até o Estaleiro de Construção, percorrido em 11 horas. A segunda seção (2A), com 370 toneladas e 18 metros de comprimento, foi transferida em 4 horas, no dia 4 de fevereiro. A última seção (S1), com aproximadamente 190 toneladas e 14 metros de comprimento, teve sua movimentação concluída no dia 8 de fevereiro, em cerca de 3 horas.
 

O processo exigiu um planejamento de meses que incluiu, entre outras ações, a adequação de trechos da rede elétrica em relação à seção de maior altura e interrupções pontuais do tráfego na BR-493.
 

Apenas seis países no mundo constroem e operam submarinos com propulsão nuclear - Estados Unidos, Reino Unido, Rússia, França, China e Índia. Destes, o único que concordou em transferir tecnologia ao nível requerido e capacitar os brasileiros a projetar e construir submarinos foi a França.

No que se refere especificamente à área nuclear, no entanto, não há troca de conhecimentos. Toda a tecnologia nuclear para o PROSUB está sendo desenvolvida no Brasil, por meio do Programa Nuclear da Marinha (PNM), nas instalações do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP).

 

Fotos: Beto Barata/Secom PR

Com informações da Marinha do Brasil

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