ABIMDE

News - Learn all about ABIMDE here

Instituto para Alavancar Projetos de Defesa

By Revista Soberania Nacional . Updated on 01/06/2021 - Published in 06/28/2016
Com o propósito de concluir entendimentos, visando a criação do Instituto de Estudos de Defesa e Inovação (IBEDI), a ex-deputada e secretária de Produtos de Defesa do Ministério de Defesa, Perpétua Almeida, fez uma visita técnica à planta de montagem dos veículos blindados multiuso Guarani, em Sete Lagoas, da empresa Iveco, da holding CNH Industrial.
 
“Estamos articulando o Instituto (IBEDI) para atuar no campo dos estudos em Defesa e inovações tecnológicas com o objetivo de produzir e difundir conhecimento nesta área tão estratégica para o Brasil que é a indústria de Defesa, suporte de nossa soberania. Tenho a convicção que o IBEDI poderá ser um apoiador e estimulador das políticas de Defesa entre as instituições do setor”, explicou Perpétua Almeida.
 
Perpétua Almeida estava acompanhada da deputada federal Jô Moraes (PCdoB/MG), da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara, e do vice-presidente da Prominas, Zito Vieira. Também fez parte da visita uma delegação de especialistas em Defesa e Inteligência de Mercado da Câmara da Indústria de Defesa e Compras Governamentais da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Condefesa/Fiemg) representada por Ricardo Coelli Xavier e Fernando Castelo Branco. Na Iveco o grupo foi recebido pelo Gerente de Atendimento ao Cliente de Veículos de Defesa, engenheiro eletrônico, Kleber Ribas, e pela primeira-tenente do Quadro de Engenheiros militares da Equipe de Absorção de Conhecimentos e Transferência de Conhecimentos do Exército, Camila Leão.
 
A Iveco produz viaturas blindadas de transporte de pessoal (VBPT) na sua única planta de desenvolvimento de veículos de Defesa fora da Itália, a partir de projeto do Exército Brasileiro e para a corporação.
 

Contingenciamento

 
As presenças de empresários e da deputada Jô Moraes também se fundamentam no propósito de buscar caminhos para a continuidade do fluxo orçamentário para a manutenção da planta, de alta tecnologia, de fabricação dos veículos blindados da linha Guarani, além da aquisição de outros, via nacionalização, para equipar o Exército, especialmente no âmbito da segurança das fronteiras secas.
 
“Não se trata só de Defesa, mas também de desenvolvimento tecnológico, de capacitação, explica Kleber Ribas, que confirma o contrato negociado com a União, com orçamento previsto no Plano Plurianual do governo federal (PPA), mas ainda não assinado.
 
As verbas previstas para 2016, no entanto, não são suficientes para tocar de maneira plena a produção dos blindados já contratados e cujos termos foram revistos para menor e já resultou em remanejamento e demissão de pessoal treinado e especializado e redução da capacidade operacional.
 
O contrato de produção seriada formalizada em março de 2009, previa a montagem de 2.044 viaturas em 18 anos, ou seja, 114 veículos/anuais, com a geração de 300 empregos diretos e 1400 indiretos. Em 2015 comemorou-se a produção e entrega dos 200 primeiros veículos contratados, mas a partir da crise econômica, seu efeito cascata no Orçamento da União, e os contingenciamentos dos recursos do Exército, a fabricação foi suspensa durante cinco meses. A retomada aconteceu em fevereiro último, mas em novas bases: Com a revisão contratual e readequações: a previsão de produção foi reduzida para 60 veículos/ano, que é o limite, segundo Kleber Ribas, e a geração de 210 empregos direitos e 1.110 indiretos.
 

Novos patamares

 
Para Jô Moraes, o avanço das formulações do setor de Defesa, enquanto política de Estado é condição fundamental para ser tratada em novos patamares: “A garantia da previsão orçamentária transforma-se em condição sine qua non. E este deve ser o entendimento num mundo onde as conformações geopolíticas exigem cada vez mais dos países à frente da dinâmica global o preparo para a dissuasão e enfrentamento de crises e ameaças. Não cabe contingenciamento em recursos para a Defesa e Inteligência. Estamos inseridos, somos protagonistas entre as maiores economias globais”, observa.
 
Na mesma lógica, a Fiemg também participa dos entendimentos e das mobilizações, visando alterar conceitos de representantes do setor para a nova realidade: do potencial econômico representando pelo mercado da indústria de Defesa. É possível transformar as demandas do Ministério da Defesa em negócios para a indústria mineira, defende a Condefesa, em folders dirigidos a parceiros. Esta, na ótica do conceito dual: explorando o potencial do parque industrial instalado para produção de bens para o setor, a partir de alterações em processos, produtos ou serviços.
 
“É preciso vender o que temos de melhor em tecnologia, em produto acabado. E se estamos produzindo veículos de Defesa em Minas Gerais temos de fazer chegar esta informação em todos os cantos, promover conhecimentos e vendas”, defende Zito Vieira, vice-presidente da Prominas.
 
Já o Analista de Projetos da Gerência de Inteligência da Condefesa, Ricardo Xavier destaca o propósito de se criar um curso para formação de mão de obra especializada para o setor e para o qual foram destinados recursos da ordem de R$ 100 mil via Codemig e que também foram contingenciados. “A despeito do corte ficou o compromisso de se formar analistas em Defesa”, observa.
 

Planta mineira

 
Em 2007, foi iniciada a parceria da Iveco com o Exército, visando a produção de 2 mil blindados durante 20 anos. Para atender a este contrato, a empresa investiu perto de R$ 75 milhões e contou com o apoio indireto da Poder Público Municipal. Com a crise econômica mundial e seus reflexos no País, exigindo contingenciamento de recursos do Orçamento da União, a situação recrudesceu e a fábrica chegou a suspender a produção dos blindados por cinco meses.
 
Uma nova injeção de ânimo se deu com a contratação de um lote de 203 veículos neste ano para estudos doutrinários do Exército, mas os pagamentos ainda não foram feitos.
 
Exportações, nacionalização do aço e catalogação
 
Embora inicialmente previstas para produzir apenas para o Exército Brasileiro, as perspectivas de novos investimentos foram abertas com a exportação de veículos VBPT, adquiridos pelo Líbano. As vendas foram intermediadas pela empresa na Itália, e sobre os quais o Exército recebe royalties. Mas o contingenciamento ainda representa uma ameaça real para o desenvolvimento e fabricação dos veículos, reitera o gerente de Atendimento ao Cliente de Veículos de Defesa.
 
O ajuste fino nas interlocuções havidas e em andamento também envolve questão relativa ao aço usado na fabricação dos veículos blindados para o Exército Brasileiro, hoje adquiridos da Alemanha. O propósito é comprar o produto fabricado no Brasil e cuja qualidade é similar ao alemão, precisando apenas de alguns ajustes finos e que também demandam investimentos, segundo levantamentos técnicos. O aço, hoje produzido pela Usiminas ainda não foi homologado.
 
A catalogação das peças e componentes foi outro assunto tratado e que também está sendo feito no âmbito do Exército e Ministério da Defesa, mas ainda não concluído. Estima-se que esta catalogação está na ordem de 30%, das peças e componentes, segundo informações dadas pelos participantes do encontro.
 Instituto para alavancar projetos de Defesa.
Foto: Perpétua Almeida, Fernando Castelo Branco, Zito Vieira e Jô Moraes.
 
Instituto para alavancar projetos de Defesa.
Foto: Kleber Ribas, Fernando Castelo Branco, Zito Vieira, Perpétua Almeida, Ricardo Xavier, tenente Camila Leão e a deputada federal Jô Moraes.
Back

Member Service

(11) 3170-1860

São Paulo - SP

Avenida Brigadeiro Luís Antônio, Nº 2,367 | 12º andar, Conjunto 1201 a 1207 - Jardim Paulista - Zipcode: 01401900

All rights reserved to ABIMDE2026

We use cookies to ensure that you have the best experience on our site. If you continue to use this site, we will assume that you agree to our privacy policy.