
A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG) e a Associação Comercial e Industrial de Anápolis (ACIA) vão lançar nesta sexta-feira (25/1) o Comitê da Indústria de Defesa e Segurança de Goiás (Comdefesa-GO). O grupo tem como objetivo a identificação de oportunidades de negócios para as empresas goianas atenderem a demandas de suprimento de diversos tipos de produtos e serviços às Forças Armadas e forças de segurança. A solenidade de posse da diretoria do Comdefesa-GO será às 18 horas, na Casa da Indústria, em Goiânia.
Segundo a Fieg, a ideia é criar políticas de incentivo, repassar informações sobre possibilidades futuras de compras governamentais, participar da elaboração de legislação específica aplicada ao setor, preparar as empresas para serem fornecedoras e auxiliar em questões de fornecimento às Forças Armadas. A criação do Comdefesa-GO vai permitir desenvolver mecanismos para explorar as oportunidades desse mercado e avaliar a infraestrutura local e regional já instalada, identificando e corrigindo eventuais deficiências.
Uma das estratégias é a criação de um Polo da Indústria de Defesa, local para receber empresas goianas e novas empresas a serem instaladas no espaço. Outra frente de trabalho do grupo será a busca de aprovação junto ao governo de uma política de fomento ao setor, visando à instalação em Goiás do Centro de Aquisições do Ministério da Defesa. As aquisições, em volume anual de R$ 7 bilhões, se feitas em Goiás renderia ao Estado um incremento relevante de ICMS.
De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde), as companhias que atuam no mercado de produtos de defesa e segurança geram atualmente aproximadamente 25 mil empregos diretos e 100 mil indiretos, movimentando anualmente mais de US$ 3,7 bilhões, sendo US$ 1,7 bilhão em exportação e US$ 2 bilhões em importação.
Segundo estudos da Escola Superior de Guerra e do Ministério da Defesa, Anápolis é o mais promissor município brasileiro para sediar o polo. Sua localização central no território brasileiro facilitaria o emprego de medidas para neutralizar com eficiência eventuais ações hostis contra a capacidade industrial brasileira. Além disso, a logística privilegiada pelos diversos modais proporciona os meios indispensáveis para suprir com agilidade e rapidez petrechos e suprimentos para as tropas localizadas em todas as regiões do território nacional e de outros países da América do Sul.
Segundo a Fieg, o desenvolvimento binacional dos componentes das aeronaves militares de combate Gripen fabricados pela sueca SAAB e do Sistema de Mísseis Astros torna Goiás um ponto natural de convergência da Base Industrial de Defesa e Anápolis é a cidade do Estado que reúne as condições mais vantajosas e seguras.
O comitê será composto pelos representantes de dezenas de sindicatos filiados à Fieg e de mais seis representantes de entidades setoriais ligadas à cadeia produtiva do setor e instituições de ensino e pesquisa. Por indicação do presidente da Fieg, Pedro Alves de Oliveira, o Comdefesa-GO será presidido pelo presidente da Associação Comercial e Industrial de Anápolis (ACIA), Anastacios Apostolos Dagios.
Fonte: http://aredacao.com.br/noticias/98229/fieg-cria-comite-da-industria-de-defesa-e-seguranca-de-goias