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BRASIL tem condições de desempenhar papel estratégico no setor espacial, acredita o presidente da Avibras

By http://defesaeseguranca.com.br. Updated on 01/06/2021 - Published in 05/24/2018

A Avibras, que acaba de anunciar a ampliação do seu parque industrial, é a única empresa com capital 100% brasileiro a produzir veículos lançadores para o Programa Espacial Brasileiro. A empresa, que fechou 2017 com resultado 25% superior ao de 2016, possui expertise para produção de mísseis de foguetes, sistemas de defesa e veículos especiais para as Forças Armadas. É a Avibras ainda que encabeça o programa Astros 2020 do Exército Brasileiro (EB). Em entrevista ao site Indústria de Defesa & Segurança, o presidente da Avibras, João Brasil Carvalho Leite, analisa a Base Industrial de Defesa e o papel do Brasil no desenvolvimento deste setor.

ID&S: Qual sua opinião a respeito da autonomia brasileira no desenvolvimento de tecnologia para o setor espacial?

João Brasil: O Brasil é um dos países pioneiros no Setor Espacial, iniciando suas atividades no desenvolvimento dessa tecnologia em 1961, com a criação do Grupo de Organização da Comissão Nacional de Atividades Espaciais (GOCNAE). A Avibras tem sido parceira neste setor desde 1962, quando desenvolveu formulação e processo industrial para obtenção de propelente sólido, empregado no Programas Sonda 1 e Sonda 2. Um longo caminho foi percorrido desde então para a obtenção de autonomia no setor, com relevante participação do governo através dos institutos de pesquisa e da base industrial, materializando seus avanços. Um exemplo concreto é a fabricação pela Avibras do S50, motor foguete de 12 toneladas, principal elemento propulsor do VLM-1 – Veículo Lançador de Microssatélites, que estará pronto em 2019. Com esse passo o Brasil estará muito próximo da autonomia em veículos lançadores de satélites no início da próxima década.

Outro importante elemento de um Veículo Lançador é sua rede elétrica, tecnologia que estamos plenamente convencidos estar dentro da capacidade industrial nacional, haja vista a capacidade de desenvolvimento do Míssil de Cruzeiro AV-TM 300 da Avibras, capaz de navegar 300 km com precisão de dezenas de metros, com um sofisticado sistema eletrônico a bordo.

Outra condição favorável ao Brasil são as instalações do Centro de Lançamento de Alcântara, de localização privilegiada e cujas instalações são compatíveis com Lançadores da classe do VLM-1 e até maiores. Levando em conta esses diversos aspectos, consideramos que o Brasil não só tem todas as condições para dar os passos que o levarão à autonomia tecnológica no setor espacial, como também desempenhar importante papel regional e global nessa estratégica tecnologia.

ID&S: Qual a possibilidade de se utilizar uma cadeia produtiva formada por fornecedores brasileiros em produtos de ponta da indústria de defesa?

João Brasil: A cadeia produtiva brasileira já é fornecedora de produtos de ponta na indústria de defesa. A EMBRAER é um exemplo disso com o Tucano e o Super Tucano. O Sistema ASTROS da Avibras é referência de desempenho e confiabilidade operacional, adotado no Brasil pelo Exército e Marinha assim como por diversos outros países. A Avibras mobiliza mais de 50 fornecedores nacionais na fabricação de seus produtos. A capacidade em operar no mercado internacional denota a competência de competir com produtos da mais alta tecnologia.

ID&S: Como a Avibras vê o momento da Base Industrial de Defesa (BID)?

João Brasil: Os países, que atuam de forma relevante no mercado de Defesa, têm no governo um importante agente, que exerce papel fundamental, seja no fomento à Pesquisa e Desenvolvimento, por meio de institutos de Pesquisa e Ensino e da indústria, seja na contratação de sua base industrial nacional para industrializar e fornecer equipamentos e sistemas de defesa, preservando conhecimento e capacidade em tecnologias estratégicas, empregando o conceito da tripla hélice (universidade, indústria e governo). Como outro benefício as inovações e avanços tecnológicos permeiam para os demais setores, gerando desenvolvimento e riqueza. Daí a importância do Brasil estabelecer e manter sua BID.

A BID vem realizando importantes movimentos de expansão por meio da internacionalização de sua base de clientes, o que permite maior tolerância às oscilações orçamentárias. Esta característica se torna possível pela crescente atualização tecnológica e industrial que a BID vem buscando.

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