ABIMDE
Durante quase quatro horas, as principais autoridades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário federais debateram na última semana, no Palácio do Itamaraty, a segurança pública nacional.
Em torno de uma mesma mesa, o presidente da República, Michel Temer, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia Antunes Rocha, os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Rodrigo Maia, elaboraram sugestões para o combate à criminalidade no País. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, saiu da reunião certo que “tratou-se de um encontro histórico”. Segundo ele, foi proposto “um mutirão para reduzir a criminalidade no Brasil”.
Jungmann disse que as Forças Armadas podem também contribuir nesta mobilização pela redução da criminalidade em ações na faixa de fronteira. Acompanhado dos comandantes da Marinha, almirante-de-esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, do Exército, general-de-exército Eduardo Dias da Costa Villas Bôas e da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Luiz Rossato, e do chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), almirante-de-esquadra Ademir Sobrinho, o ministro Jungmann disse que “o mais importante do encontro foi o próprio encontro inédito”.
O ministro contou que coube ao ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, em nome do governo federal, apresentar um plano de cooperação federativa. Este plano agora será apresentado aos governadores, aos prefeitos e aos secretários estaduais de segurança pública, como desdobramento da reunião.
O Ministro da Defesa, Raul Jungamann, acredita que Forças Armadas podem contribuir para redução da criminalidade na fronteira (Imagem: Agência Força Aérea-Sgto Johnson Barros)
Jungmann pontuou algumas propostas levadas pelas autoridades, como uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) apresentada pelo senador Renan Calheiros para investigar o financiamento do crime organizado em campanhas políticas.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defendeu que o Brasil faça valer os acordos internacionais para punir criminosos no âmbito do Mercosul. A presidente do STF defendeu um levantamento de dados que possa mapear a criminalidade no País e, deste modo, permitir às autoridades o combate aos grupos criminosos.
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