ABIMDE
A área de defesa necessita estar alinhada sempre com tecnologias novas. Prova disso são os projetos estratégicos do governo brasileiro, como a aquisição de 36 caças suecos Gripen para substituir os atuais caças da Força Aérea Brasileira (FAB), e o desenvolvimento, pela Marinha do Brasil, do primeiro submarino de propulsão nuclear do Hemisfério Sul. Para o ministro da Defesa, Jaques Wagner, esses projetos fazem parte de uma nova visão de governo, que vê na indústria da defesa um estímulo ao desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro.
De acordo com o ministro, a decisão do governo brasileiro pelas parcerias com os governos da França, para o desenvolvimento do submarino nuclear, e da Suécia, no caso da aquisição dos caças Gripen, levou em conta, sobretudo, a garantia de transferência de tecnologia.
"A indústria de defesa é uma grande propulsora de inovação e de tecnologia. Contou muito - no caso do Gripen e também no caso francês - ter essa garantia da transferência de tecnologia. Porque o Brasil não quer ser só um comprador de produtos militares, ele quer ser também produtor. A própria indústria de defesa ganha um novo contorno e se desenvolve mais," afirmou o ministro.
Jaques Wagner enfatizou que possuir equipamentos com esse nível de avanço tecnológico é fundamental para um País que possui mais de 8 mil quilômetros de costa litorânea e que precisa zelar pela sua soberania. "Hoje vale mais a pena termos um grande equipamento do que um contingente muito grande. Um equipamento moderno, que tem uma capacidade de dissuasão, é melhor, já que a nossa ideia não é guerrear, sempre é se defender e se proteger, garantindo sempre a nossa soberania e podendo, inclusive, contribuir com outros povos."
Em agosto, os governos brasileiro e sueco assinaram o contrato de financiamento - a juros reduzidos - que permitirá a aquisição e o desenvolvimento dos caças Gripen no Brasil, a etapa final para o início da fabricação dos novos aviões. O próximo passo é o envio, até o final de 2015, de 250 cientistas e engenheiros brasileiros para a Suécia para treinamento e conhecimento da tecnologia. Segundo Wagner, a absorção dessa tecnologia será estratégica para a empresa brasileira, que já exporta aviões e produtos aeroespaciais para o mundo todo.
Já o programa de desenvolvimento de submarinos prevê, além da construção de um submarino de propulsão nuclear, mais quatro convencionais. Esses últimos estão sendo construídos em parceria com os franceses, com previsão de entrega entre 2018 e 2022. Quanto ao de propulsão nuclear, ele deve começar a ser produzido a partir de 2017, segundo informações da Marinha brasileira. A parceria com a França prevê a transferência da tecnologia de construção do casco de submarino.
Fonte: Agência CTI
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