ABIMDE
O Comandante do Instituto Militar de Engenharia (IME), General de Divisão Barroso Magno, quer ampliar a relação de intercâmbio entre a escola e a indústria. Entre as primeiras parcerias já realizadas estão uma com a Condor e outra com a CBC, que possibilitaram o desenvolvimento de dois novos produtos de defesa: a pólvora branca e a pólvora verde. De acordo com o general, as patentes das pesquisas estão sendo estudadas com apoio do BNDES.
“A nossa intenção é criar no IME a cultura da tripla hélice (trabalho de parceria entre governo, universidade e indústria). Nós temos a Fundação Ricardo Franco, que vai fazer o trabalho de ligação quando tiver aporte de recursos. Mas nós estamos ainda em uma situação de aprendizado. Por enquanto, começamos de uma forma artesanal com encontro com a indústria e já aconteceu o primeiro caso de geração de patente”, explicou.
A pólvora branca foi desenvolvida a partir de produtos orgânicos e, de acordo com o general Barroso, o resultado tem surpreendido os pesquisadores. Os estudos começaram em novembro do ano passado. “A indústria está trazendo problemas para a gente, que ela não tem condições de resolver porque ela não tem corpo de pesquisadores. A Condor tem pesquisadores, mas não tem em todas as áreas. Nós temos dez especialidades de engenharia no IME. Nós temos a solução científica, eles têm a solução tecnológica”, disse.
Entre os problemas existentes para a aplicação do sistema da tripla hélice no Brasil, merecem atenção a propriedade intelectual dos produtos frutos desse tipo de colaboração e, também, a simplificação da burocracia que permite às escolas do estado receberem dinheiro de companhias para pesquisas. No caso das patentes, o IME está sendo assessorado por um escritório de advocacia especializado, que irá se ocupar de enquadrar esse modelo na legislação brasileira.
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