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Exportações e foco em segurança são soluções para indústria, aponta Frederico Aguiar

Por Indústria de Defesa & Segurança . Atualizado em 06/01/2021 - Publicado em 20/01/2017

Aumento das exportações de produtos nacionais de defesa e foco em atender às demandas das Forças de Segurança são as duas soluções vislumbradas pelo presidente da Abimde (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança), Frederico Aguiar, para lidar com o cenário de instabilidade econômica do País. “A ABIMDE tem buscado reduzir a dependência da indústria nacional do Governo Federal, expandindo para outros mercados, tanto com foco na segurança pública quanto nas exportações”, explica. Na segunda parte da entrevista feita pelo ID&S, Aguiar aponta os possíveis caminhos para a indústria de defesa brasileia.

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ID&S: Qual a previsão para 2017? Há motivos para o empresariado estar otimista? Quais seriam as alternativas de investimento para o setor neste ano?
Frederico Aguiar: 
Para 2017 mantemos o otimismo, pois é possível vislumbrar que as políticas públicas que estão sendo adotadas e que devem ser colocadas em prática nos próximos meses trazem segurança para o investidor e para o empresário. Certamente, isso dependerá da manutenção e andamento das propostas que vem sendo debatidas com o Ministério da Defesa, Ministério das Relações Exteriores, Forças e Seprod. O setor precisa que os programas que integram a Estratégia Nacional de Defesa continuem a ser desenvolvidos e que não haja cortes nos orçamentos.

Além disso, nossa indústria tem uma característica dual e deve ser tratada de maneira diferenciada por conta disso. Hoje as políticas públicas são muito focadas no atendimento às Forças Armadas e também na busca de novos mercados externos, mas não podemos negligenciar um setor que muito necessita dos produtos e serviços da BID, o de segurança pública. A ABIMDE defende a necessidade de políticas públicas que possam estimular um crescimento maior nessa área.

ID&S: É possível o Brasil se tornar novamente um exportador de produtos de Defesa?
Frederico Aguiar: 
O Brasil tem presença no exterior, mas tem potencial para crescer muito mais. Dados do Business Intelligence da Apex-Brasil mostram que o setor exportou em 2015 R$ 4,7 bilhões. Cinquenta empresas associadas à ABIMDE são responsáveis por quase 90% das exportações do setor e hoje exportamos 85 produtos para 109 países. Além disso, nossa cadeia produtiva é responsável por 4% do PIB nacional, ou cerca de R$ 200 bilhões, segundo pesquisa da Fipe, encomendada pela ABIMDE. É pouco para nosso potencial e temos condições para crescer, porque nossos produtos são inovadores e de qualidade. Inclusive, pudemos demonstrar com propriedade a qualidade e inovação da nossa cadeia produtiva com os recentes eventos internacionais sediados no país e a presença da indústria brasileira em feiras e congressos internacionais tem permitido uma visibilidade produtiva.

Frederico Aguiar ao lado do secretário de Produtos do Ministério da Defesa, Flávio Basílio. (Foto: Divulgação)

Frederico Aguiar ao lado do secretário de Produtos do Ministério da Defesa, Flávio Basílio. (Foto: Divulgação)

ID&S: Quais os principais gargalos da indústria de Defesa brasileira?
Frederico Aguiar: 
Um dos problemas enfrentados pelo setor é a falta de previsibilidade orçamentária das Forças Armadas. Nossa indústria sempre enfrentou os altos e baixos da política nacional e dos planos econômicos. Sempre sobrevivemos a isso, mas para que os investimentos em inovação, pesquisa e tecnologia sejam mantidos, é necessário que o setor seja encarado como estratégico. Nesse sentido, a ABIMDE tem buscado reduzir a dependência da indústria nacional do Governo Federal, expandindo para outros mercados, tanto com foco na segurança pública quanto nas exportações.

ID&S:  Quais os principais objetivos da ABIMDE para 2017?
Frederico Aguiar: 
O foco para 2017 é o de ampliar a conscientização da Sociedade sobre os benefícios da Indústria de Defesa e Segurança; reduzir as assimetrias tributárias que favorecem a compra de material similar no exterior em detrimento da aquisição no Brasil; buscar reconhecimento das Certificações Militares no Exterior pelas Nações que fornecem material de emprego Militar para o Brasil atuando em conjunto com o Ministério da Defesa e Ministério das Relações Exteriores; buscar para a Segurança Pública os mesmos patamares de benefícios alcançados pelo RETID no caso das Forças Armadas.

 

 

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