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Encontro aborda todos os planejamentos de Segurança para o maior evento esportivo do planeta

Por Ministério da Defesa. Atualizado em 06/01/2021 - Publicado em 24/06/2016

Representantes de todos os órgãos envolvidos na segurança dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 participaram nos últimos dois dias de um encontro para debater os principais pontos do planejamento que irá assegurar a tranquilidade de brasileiros e estrangeiros neste grande evento.

Realizado no Comando Militar do Planalto (CMP), em Brasília (DF), o seminário “Emprego do Ministério da Defesa na Segurança dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016” reuniu os militares das três Forças Singulares responsáveis pelos comandos onde serão realizadas competições olímpicas, no Rio de Janeiro e nas cinco cidades-sede do futebol, além dos comandos centralizados, que cuidarão de atividades específicas, como enfrentamento ao terrorismo, defesa cibernética, controle de explosivos, defesa aeroespecial, controle do tráfego aéreo e logística militar.

 

Fotos: Tereza Sobreira / MD
O chefe do EMCFA, almirante Ademir Sobrinho, destacou a importância da atuação integrada
O chefe do EMCFA, almirante Ademir Sobrinho, destacou a importância da atuação integrada

 

Após a abertura do evento, que teve as presenças dos ministros da Defesa, Raul Jungmann, da Justiça, Alexandre Moraes, e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, general Sergio Etchegoyen, o primeiro dia de atividades teve como foco o detalhamento do eixo de Defesa Nacional. O chefe do Estado Maior-Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), almirante Ademir Sobrinho, abordou o assunto e destacou o trabalho integrado da Defesa com os eixos de Inteligência e Segurança Pública, que também contaram com representantes no encontro.

 

 
 

Representantes de áreas do Ministério da Defesa que, por meio do EMCFA, estão envolvidas na segurança deste grande evento – as subchefias de Comando e Controle, Inteligência, Operações, Mobilização e Logística, além da Comunicação Social - explicaram seus respectivos planejamentos. O chefe de Operações Conjuntas, general Gerson Menandro, explicou a importância de todos os comandos de área estarem integrados com as diretrizes do Ministério da Defesa.

 

Em seguida, o Coordenador Geral de Defesa de Área (CGDA), general Fernando Azevedo e Silva, detalhou como será a atuação das Forças Armadas nas quatro áreas de competição do Rio de Janeiro, os chamados Comandos de Defesa Setorial (CDSs), localizados na Barra, Maracanã, Deodoro e Copacabana.

Esse mesmo planejamento - bem como sua integração com os órgãos de Segurança Pública e Inteligência federais, estaduais e municipais - também foram detalhados pelos representantes dos cinco Comandos de Defesa de Área das cidades onde serão realizadas competições do futebol olímpico, que são: Manaus, Salvador, Brasília, Belo Horizonte e São Paulo. “Cada CDA tem um planejamento que leva em conta as especificidades regionais e, ao compartilhar essas informações de forma tão detalhada com os demais, nós podemos aperfeiçoar nossos planos táticos e operacionais”, explicou o general Luiz Felipe Linhares, chefe da Assessoria Especial Para Grandes Eventos (AEGE) do Ministério da Defesa. 

 

 
General Luiz Felipe Linhares, da AEGE, fala para representantes dos Comandos de Defesa de Área
General Luiz Felipe Linhares, da AEGE, fala para representantes dos Comandos de Defesa de Área

 

Todos os representantes detalharam como será feita a atuação militar nas atividades sob a responsabilidade das Forças Singulares, como segurança VIP, proteção de estruturas estratégicas (como estações de luz e de água), enfrentamento ao terrorismo e defesa química, biológica, radiológica e nuclear, por exemplo.

O general Mauro Sinott, do Comando Conjunto de Prevenção e Combate ao Terrorismo (CCPCT), destacou que contará com a atuação exclusiva de aproximadamente dois mil militares, sendo 1,2 mil deles somente no estado do Rio de Janeiro, que concentrará o maior número de competições e, consequentemente, de visitantes. Sinott ressaltou ainda a atuação interagências como condição fundamental para o enfrentamento a eventuais ameaças terroristas. “Nós teremos fluidez no processo decisório, sinergia e a certeza de que vamos dispor de todos os meios disponíveis o tempo todo para podermos oferecer o melhor tipo de resposta sempre”, afirmou.

Segurança Pública e Inteligência

No segundo dia de seminário, foi a vez dos órgãos que representam os eixos de Segurança Pública e Inteligência detalharem suas respectivas funções. Representantes da Secretaria Especial de Grandes Eventos (SESGE) do Ministério da Justiça, da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e do Comitê Rio 2016 falaram sobre suas ações na área de segurança, também destacando a importância da atuação conjunta e integrada.

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa

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