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É ‘criminoso’ Brasil e Portugal não aproveitarem parcerias na indústria de defesa, diz Lopes

Por Indústria de Defesa & Segurança . Atualizado em 06/01/2021 - Publicado em 10/02/2017

O ministro da Defesa de Portugal, Azeredo Lopes, defendeu que as indústrias da defesa são uma opção de estratégia “absolutamente fundamental”, reforçando a ideia de que seria “criminoso” que Brasil e Portugal não aproveitassem o que os une também nesta área. A declaração foi dada na coletiva de imprensa que marcou o final do I Diálogo entre as Indústrias de Defesa de Portugal e do Brasil. “Partilhamos a cultura, a língua. Somos democracias. Partilhamos a História. Seria criminoso deixarmos isto de lado mais uma vez”, disse.

Para Lopes “o desenvolvimento de uma indústria de defesa assenta numa ideia muito positiva” porque se trata “daquilo que tem uso dual”. “Estamos falando da intervenção futura do Banco Europeu de Investimentos, de planos de atração de investimentos e do robustecimento da indústria de defesa que apostam na dimensão bi ou multinacional”, concluiu Lopes.

“Numa altura em que a União Europeia atravessa uma fase estimulante há uma coisa em que todos concordamos: as indústrias da defesa de uso dual são uma opção estratégia absolutamente fundamental”, disse Azeredo Lopes.

APROXIMAÇÃO COM A EUROPA
800Para o ministro brasileiro, Raul Jungmann, Portugal é uma ponte para o mercado europeu. “Portugal representa uma plataforma para que nós possamos nos aproximar da Europa e para que possamos desenvolver uma relação mais profícua com a NATO e a recíproca é verdadeira. O Brasil também representa uma grande oportunidade para Portugal, não só em torno do seu mercado, mas em torno do mercado da América do Sul e outros mercados que objetivamente podemos conquistar juntos”, disse Jungmann.

Raul Jungmann enfatizou que “a manutenção do espaço do Atlântico Sul como zona de paz e cooperação é uma prioridade” partilhada por Portugal e Brasil “especialmente por causa da comunidade lusófona” e “em prol da segurança marítima na região com atenção especial para o Golfo da Guiné”. Para o ministro brasileiro, são áreas possíveis de cooperação a indústria naval, bem como o setor tecnológico de sistema de informação e comunicação militares.

De acordo com Jungmann, a pasta está negociando com o BNDES a abertura de uma linha de crédito voltada para a indústria de defesa. Um segundo encontro entre os países já foi agendado para o próximo ano no Brasil.

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