Dez empresas da área da Defesa, ligadas à construção e reparação naval, vão estar este fim de semana no Rio de Janeiro para estabelecer contactos e procurar negócios junto de empresas e autoridades brasileiras. A visita empresarial, organizada pela IdD – Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais, vai aproveitar a presença do navio-escola Sagres ao largo do Rio de Janeiro, esta sexta-feira e sábado, visa identificar potenciais parcerias, encontrar oportunidades de estabelecer contratos, num estratégico para empresas portuguesas como a Nautiber, a Sopromar e a Noras Performance, que estarão a bordo do Sagres.
A construção e reparação naval “é um setor prioritário para as autoridades brasileiras, nomeadamente a implementação de capacidades na vertente do salvamento aquático e marítimo”, diz ao Dinheiro Vivo Eduardo Filipe, presidente da IdD. Além das empresas, o evento organizado pela IdD também contará com “a participação do Instituto de Socorros a Náufragos e a apresentação de novos meios de salvamento desenvolvidos por empresas portuguesas”.
Em causa está a boia USAFE, uma boia telecomandada para salvamentos desenvolvida pela Noras e ainda um novo modelo de salva-vidas desenvolvido por empresas portuguesas, especifica o responsável. Questionado sobre se existe a expectativa de fechar contratos nesta visita, Eduardo Filipe refere que o objetivo da IdD é “criar condições para que as empresas possam assegurar esses contratos” mas admite que “as expectativas são animadoras”, uma vez que o Brasil é um mercado considerado estratégico para as empresas portuguesas e o evento permite “estreitar relações e laços empresariais entre empresas de defesa portuguesas e brasileiras no seguimento de ações que a IdD tem vindo a desenvolver nos últimos dois anos”, depois de um protocolo assinado em 2014.
Num evento recente, relembra, foi assinado um acordo de cooperação entre uma empresa brasileira e a portuguesa Tekever, de drones, para o desenvolvimento de aviões não tripulados.
Além do evento de demonstração estão marcadas diversas reuniões com a Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE) e empresas associadas, onde se espera a formalização de contratos. “À semelhança de outras ações já realizadas esperamos que estes encontros se traduzam no estabelecimento de parcerias”, refere. Questionado sobre se as empresas portuguesas têm conseguido captar contratos na área da Defesa noutras geografias Eduardo Filipe garante que, nos últimos dois anos, foram alcançados novos contrato mas que cabe às empresas a decisão de comunicação. “Destaco a entrada da SKYPRO nos Emirados Árabes Unidos e novos contratos comerciais no mercado brasileiro, colombiano, argelino e em alguns países asiáticos e africanos.”