ABIMDE
O clima crescente de insegurança e sentimento de ineficiência do poder público tem elevado a busca por segurança privada, ramo em forte ascensão no país. Segundo a Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transportes de Valores (Fenavist), o crescimento foi de 68% e mais de mil novas empresas ingressaram nesse mercado em todo o Brasil nos últimos nove anos. Só no ano passado, foram investidos R$ 50 bilhões no segmento.
Neste ano, o setor será responsável por parte das operações de defesa e segurança durante os Jogos Olímpicos. O Ministério da Justiça já anunciou que o evento terá uma segurança compartilhada: 41% pública e 59% privada. O número é relativo ao número de instalações das Olimpíadas. As forças públicas, no entanto, serão responsáveis pelas instalações de competições, áreas de treinamento, Vila Olímpica e Vila dos Árbitros, o que corresponde a locais onde estarão cerca de 860 mil pessoas – 82% do público dos jogos. A segurança privada vai atuar somente em áreas administrativas.
A segurança privada será fundamental neste processo e será paga pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). O valor estimado é em torno de R$ 252 milhões. Os investimentos do governo, em equipamentos e estruturas que ficarão de legado, serão de R$ 350 milhões. O custeio do efetivo de policiais não é somado ao valor.
REGIÃO SUL
O Sindicato dos Empregados nas Empresas de Vigilância e Transportes de Valores da Região Sul (Sinvac) não possui dados atualizados. Mas o presidente Bento Acelino de Freitas garante que “o crescimento da atividade na região também foi significativo na última década”. Atualmente, 22 empresas prestam serviços terceirizados na área de vigilância patrimonial, com cerca de 1,2 mil trabalhadores.
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