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Balões espiões desenvolvidos em São José dos Campos vão ganhar céu do Rio nas Olimpíadas de 2016

Por O Vale. Atualizado em 06/01/2021 - Publicado em 05/10/2015

Profissionais da Altave começam ainda este mês a
capacitação dos profissionais que serão responsáveis
por operar os equipamentos

Marcelo Pedroso

Um projeto com tecnologia nacional desenvolvido por
uma empresa de São José dos Campos alçou voos
olímpicos e já está à disposição das forças de
segurança para a proteção de áreas estratégicas na
Rio 2016. Desde a última quinta-feira, quatro “balões
espiões” passaram oficialmente a integrar o aparato
de policiamento dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do
Rio de Janeiro.

Os balões vão monitorar os locais definidos nos
esquemas de segurança e enviar as imagens, em tempo
real, para o CICCR (Centro Integrado de Comando e
Controle Regional).
Foram seis meses de desenvolvimento dos equipamentos,
tarefa que coube ao time da Altave, empresa
localizada na Incubaero, dentro das instalações do
DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia
Aeroespacial).

“O Altave Omni vai até 230 metros de altura e tem 13
km² de cobertura. Nosso sistema é capaz de ver tudo o
tempo inteiro”, afirmou Bruno Avena, um dos
fundadores da empresa, que conta com 25 funcionários.

Concorrência. Para faturar o contrato de R$ 23,15
milhões, a Altave enfrentou concorrência graúda, com
representantes de empresas francesas e americanas.
“Tanto no Brasil quanto no exterior esse tipo de
solução é inovadora”, disse Avena.

Para Avena, a “vitrine olímpica” também pode abrir
oportunidades para novos negócios. “Ao termos esse
grande evento na mão, com uma exposição
internacional, a gente se coloca no mercado.”

Com a entrega dos balões concluída, a próxima etapa
será a capacitação de seus operadores, o que deve ser
realizado pelos técnicos da Altave ainda este mês.
Um balão já foi entregue à Polícia Militar do Rio. A
PM ficará com mais dois e o quarto equipamento será
doado à Guarda Municipal.

Para o titular da Secretaria Extraordinária de
Segurança para Grandes Eventos do Ministério da
Justiça, Andrei Augusto Passos Rodrigues, uma das
vantagens está na mobilidade. Os balões podem ser
transportados por meio de veículos com reboque.

"Esta é uma outra importante vantagem que esse
equipamento tem de ter: a mobilidade e ser modulado
de acordo com o interesse da operação", afirmou
Rodrigues, por meio de nota encaminhada pela
assessoria de imprensa.

Tecnologia. Os balões alimentados com o gás hélio têm
autonomia de três dias de voo, são equipados com 13
câmeras diurnas e noturnas, podem alcançar até 230
metros de altura e suportar ventos de até 80
quilômetros por hora.

A área monitorada com detalhes é de 13 km², mas o
imageamento total chega a 44 km².

Além disto, o sistema possui capacidade para
armazenamento de 72 horas de gravação, com a
possibilidade de acesso de até três usuários ao mesmo
tempo. As imagens descem por fibra ótica pelo próprio
cabo que sustenta cada balão.

Local. Um dos locais confirmados para receber o balão
espião é o Parque Olímpico da Barra da Tijuca, na
zona oeste do Rio, que vai abrigar 16 modalidades
olímpicas e nove paralímpicas.

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