ABIMDE
Brasília, 12/11/2015 - A necessidade de se atribuir a um ente estatal a responsabilidade pela governança da Base Logística de Defesa foi um dos assuntos levantados pelos palestrantes no segundo, e último, dia de apresentações da II Jornada de Estudos Estratégicos. O objetivo é propor que esta instituição seja responsável por coordenar as atribuições estabelecidas pela Estratégia Nacional de Defesa (END), que atualmente estão distribuídas por diversos ministérios e as Forças Armadas. O evento aconteceu nesta quinta-feira (12), no Comando Militar do Planalto (DF).
Diretor de Produtos de Defesa (DEPROD), brigadeiro Crepaldi coordena debate sobre fortalecimento de produtos de Defesa no Brasil
Diretor de Produtos de Defesa (DEPROD), brigadeiro Crepaldi coordena debate sobre fortalecimento de produtos de Defesa no Brasil
Para o coronel José Augusto Simões Amaro, do Departamento de Produtos de Defesa (DEPROD), “é fundamental pensar a Base de Indústria e Defesa (BID) de forma estratégica e com mais fluidez diante da sua grandeza, pois ela faz parte do contexto de desenvolvimento econômico do Brasil”, afirmou.
“Com relação ao Plano Nacional de Indústria e Defesa (PNID), por exemplo, o Ministério da Defesa tenta criar um mecanismo para coordenar a produção sistêmica da competitividade das indústrias e marcos regulatórios” complementou Simões. “As políticas existem, mas a questão da coordenação é bastante difícil. A análise de um produto de exportação, por exemplo, não pode ficar parada”, afirmou Simões.
A Jornada de Estudos Estratégicos, mediada pelo Diretor de Produtos de Defesa (DEPROD), brigadeiro José Augusto Crepaldi Affonso, faz parte de um conjunto de ações que visa a reformulação da END, que acontece de quatro em quatro anos. Esta revisão está prevista na Lei Complementar n°136, de 25 de agosto de 2010.
Para o professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Eduardo Brick, a aptidão militar está diretamente ligada a investimentos industriais e logística. “Ter capacidade militar não significa quantidade de meios e instalações e, sim, efetividade e proficiência em combate. A Base Logística de Defesa (BLD) é responsabilidade do Estado e, nesse caso, temos um problema de governança”, afirmou.
De acordo com o acadêmico, é necessário priorizar a eficiência dos investimentos em Defesa. “Um órgão de sustentação para coordenar e demandar é fundamental e permite a eficácia de qualquer sistema. Precisamos fortalecer e fomentar pesquisas e investimentos em engenheiros e cientistas”, concluiu Brick.
O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), Sami Youssef Hassuani afirmou que "a Indústria de Defesa é uma das que mais tem capacidade em crescer. A cada 10 milhões gastos em Pesquisa e Desenvolvimento são gerados 25 mil empregos. Estamos no caminho, só precisamos de mais engajamento da alta gestão. A indústria de Defesa não pode esperar 10 anos”.
Em outra etapa de apresentações, com o tema “compatibilização dos esforços do Estado brasileiro com as necessidades da Defesa Nacional”, o representante do Ministério das Comunicações, Pedro Cordeiro, destacou a situação atual do Projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).
Este satélite trata das comunicações militares, no caso, a Banda X ,com coberturas regional, nacional e teatro – em situações específicas. “A Banda X será controlada pelo MD, quando o Projeto for aprovado. Tudo para dar mais independência”, alertou.
Estiveram presentes, entre outros, o Chefe de Assuntos Estratégicos (CAE), general Gerson Menandro Garcia de Freitas; o subchefe de Comando e Controle, almirante (FN) Jonatas Magalhães Porto; o subchefe de Política e Estratégia (SCPE), brigadeiro Jair Gomes da Costa Santos; o subchefe de Inteligência Estratégica (SCIE), almirante Sergio Ricardo Segovia Barbosa; além de outras autoridades civis e militares.
Por Ten Fayga
Assessoria de Comunicação
Ministério da Defesa
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