ABIMDE
Com a crescente procura por tecnologias da informação e comunicação, direcionadas a todos os âmbitos da sociedade, a Cibersegurança vem sendo utilizada cada vez mais em situações de emergência para o recolhimento de dados.
Nesse contexto, Paulo José de Albuquerque, diretor da Divisão de Projetos da ABIMDE, avalia o uso da Cibersegurança em missões emergenciais no Brasil por meio dos projetos e ações que são executados atualmente no país.
Como a ABIMDE classifica a importância da Cibersegurança em situações de emergência? De que maneira ela pode beneficiar o usuário final?
Paulo Albuquerque: De uma maneira em geral, situações de emergência requerem sistemas resilientes e de alta disponibilidade. Por outro lado, ataques cibernéticos possibilitam potencial para causar negação de serviço em sistemas de comunicação através de inúmeros vetores, comprometendo canais, protocolos de redes e aplicações. A Cibersegurança apresenta-se como importante ferramenta para fortalecer esses sistemas de comunicação, beneficiando seus usuários em situações emergenciais que requerem eficiência.
De que maneira a ABIMDE trabalha a questão da Cibersegurança no Brasil?
Paulo Albuquerque: Atualmente, a ABIMDE atua no auxílio de elaboração de políticas públicas, no aumento da conscientização e na defesa da Base Industrial de Defesa brasileira, principalmente por intermédio do seu Comitê de Cibernética, criado especificamente para tratar do assunto no Brasil.
Na avaliação da Associação, o Brasil ainda precisa de mais investimentos na área?
Paulo Albuquerque: Certamente. Se consideramos somente a questão cibernética, no Brasil investe-se proporcionalmente aos gastos de sistemas de informação apenas 3,8% em cibersegurança. Este número é cerca de 75% menor do que o investido em países desenvolvidos, como nos Estados Unidos, por exemplo.
Por outro lado, novos sistemas de comunicação crítica atuantes no país, como o SISNACC (Sistema Nacional de Comunicações Críticas) podem ajudar a alavancar o setor.
De que maneira a ABIMDE espera impulsionar novos investimentos para o segmento?
Paulo Albuquerque: Por meio do Comitê de Cibernética, com a criação de legislação que estabeleça requisitos para a operacionalização dos sistemas e, ainda, com a conscientização dos tomadores de decisão. O desenvolvimento de novas parcerias, como a que temos com a CritCom Brasil, também será fator determinante para impulsionar cada vez mais novos investimentos para o segmento no Brasil.
Para ABIMDE, qual a importância em promover um painel específico sobre Cibersegurança durante a CritCom 2016 – único evento brasileiro exclusivamente voltado à Comunicação de Missão Crítica?
Paulo Albuquerque: Comunicações críticas vêm passando por mudanças importantes na última década, principalmente voltadas ao mundo IP e redes 4G. Esta realidade requer tratamento interdisciplinar e a CritCom Brasil é um dos poucos lugares onde será possível reunir todos os atores envolvidos.
Portanto, os temas apontados anteriormente certamente serão abordados durante o evento com eficiência e atenção necessária.
No decorrer do painel também será apresentado e avaliado, por uma equipe especial de profissionais da área, o Plano de Controle Cibernético utilizado durante os Jogos Olímpicos Rio 2016. Trata-se de um sistema desenvolvido pelo Centro de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro para o controle cibernético do evento, de forma a evitar ações de terrorismo, violência e crimes virtuais – finaliza.
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