ABIMDE
Dois projetos estratégicos de Defesa Nacional – os sistemas de vigilância terrestre e marítimo – tiveram destaque no segundo dia de atividades do 6° Encontro do Grupo de Trabalho Conjunto de Defesa do IBAS – bloco trilateral formado por Índia, Brasil e África do Sul.
Durante a apresentação que detalhou o futuro funcionamento desses sistemas, destacou-se a possibilidade de cooperação com os dois países estrangeiros, que demonstraram interesse em se tornarem parceiros das indústrias brasileiras na execução dos projetos.
Na apresentação sobre o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (Sisgaaz), o comandante Marcus Vinícius da Silva (foto acima), da Diretoria de Gestão de Programas Estratégicos da Marinha, explicou que o projeto tem como missão monitorar e integrar todas as regiões do país. O acompanhamento será feito a partir da detecção de sinais eletromagnéticos no oceano, costa e áreas ribeirinhas.
Em concepção desde 2011, o Sisgaaz está em fase de contratação até 2016. Companhias interessadas em participar da concorrência candidataram-se em março deste ano. Em 2015, serão recebidas as propostas para selecionar o contrato no ano seguinte. Todas as fases beneficiaram a participação de empresas estratégicas de defesa, uma determinação do edital.
O comandante destacou, no entanto, que o novo sistema está aberto para cooperação com Índia e África do Sul, e lembrou que a Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde) pode auxiliar os países interessados com informações adicionais.
“Existe uma associação de defesa no Brasil que é a Abimde. Essa organização tem os contatos para que qualquer empresa do mundo obtenha informações de como ser parceira nos programas brasileiros”, disse.
Os representantes da delegação indiana afirmaram que esse tipo de contrato é “um desafio” para eles. A comitiva manifestou interesse em conhecer melhor as responsabilidades e regras do certame.
Sisfron
A exposição sobre o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) foi feita pelo major José Luis, do Centro de Guerra Eletrônica do Exército. Segundo o oficial, o Sisfron surgiu da necessidade de fortalecer a capacidade de ação do Exército Brasileiro nos 16,8 mil quilômetros de fronteira terrestre brasileira.
Essas áreas passarão a contar com monitoramento feito a partir de equipamentos com tecnologia de ponta, que darão apoio às ações das forças policiais no combate a ilícitos. “O objetivo do sistema não é fechar a fronteira, mas limitar o excesso que existe”, falou.
A tecnologia funciona por meio de sensores que captam informações até o mais alto nível de controle. Esses dados chegam em Brasília (DF), no Centro de Operações Terrestres (Coter). “Temos interação com órgãos governamentais, municipais e federais. O Sisfron não pode operar sozinho, até pelo uso dual (militar e civil) que possui”, detalhou o major.
José Luis também destacou em sua fala a possibilidade de participação de companhias estrangeiras no projeto. “Temos, por exemplo, uma empresa da África do Sul que está fornecendo as antenas”, exemplificou.
O 6° Encontro do Grupo de Trabalho Conjunto de Defesa do IBAS segue até esta quarta-feira (19) na Escola Superior de Guerra (ESG), no Rio de Janeiro.
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